Entrevista realizada no contexto hospitalar

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   Hoje iremos relatar um pouco sobre um caso real de uma doença. Não podemos expor o paciente por questões éticas, então decidimos usar um nome fictício. Todos os dados aqui contidos são para estudos.
     F.S(nome fictício), 35 anos de idade, vem de uma família humilde com três irmãos e pais separados e conta com um filho. Por seus pais possuírem um relacionamento bastante conturbado não teve uma infância nada fácil, devido a isso tudo sua doença foi diagnosticada tardiamente.
     Quando mais jovem foi internada em um hospital na região centro-oeste com o diagnostico de lúpus, uma doença em que seu sistema imunológico ataca e destrói alguns tecidos saudáveis do seu corpo, para sua infelicidade ela predispõe da forma mais agressiva da doença ocasionando em diversos problemas em seus órgãos motivo pelo qual levou ao transplante de rins.
     Existe tratamento mas não há cura definitiva para o lúpus, o principal objetivo do tratamento é controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida da pessoa com a doença. Assim foi preciso o transplante de rins para continuar com uma qualidade melhor de saúde. Porém mesmo com essa tentativa de melhorar proporciona outro problema, a rejeição dos medicamentos ocasionando uma infecção intestinal e uma anemia, que já estava sendo tratada.
     Em suas palavras, essa doença mudou sim sua vida, mas não somente em um aspecto de saúde, mas na de crescimento de si como pessoa. Jamais  se deixa abater pelo que a doença te causa, mas luta todos os dias para vencer cada batalha que trava com seus sintomas. Sua doença a levou a fazer a quimioterapia gerando sua perca de cabelo, perca de seus dentes enfim as mudanças de sua aparência.
     Por sua família ser bastante humilde eles não conseguem estar com ela no hospital, assim optou por não ter acompanhante. Percebe-se que ela precisa de um contato amigo, alguém para conversar para desabafar. Percebemos uma fragilidade de se expressar com alguém. Uma forma de intervenção seria estimular essa sua fragilidade de contato com outros pacientes que obtêm da mesma necessidade.
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