Humanização no contexto hospitalar

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O termo "humanização" tem sido empregado constantemente no âmbito da saúde. É á base de um amplo conjunto de iniciativas, designando a forma de assistência que valoriza a qualidade do cuidado do ponto de vista técnico, associada ao reconhecimento dos direitos do paciente, de sua subjetividade e cultura, além do reconhecimento do profissional, tal conceito pretende-se norteador de uma nova práxis na produção do cuidado em saúde. O processo de hospitalização é de grande sofrimento e angústia tanto para o paciente, quanto para a família. Quando o paciente é submetido á internação depara-se com o fato de que seu corpo está em déficit, de que suas possibilidades estão diminuídas, e consequentemente, de que sua vida, está fugindo do controle, o que faz com que ele fique dominado pelo medo e pelos sentimentos de incapacidade e de tristeza.

Para Pessini (2002) é possível e adequado para a humanização se constituir, sobretudo, na presença solidária do profissional, refletida na compreensão e no olhar sensível, aquele olhar de cuidado que desperta no ser humano sentimento de confiança e solidariedade. Uma das características da humanização hospitalar é a autonomia do paciente, de maneira que ele possa participar das decisões sobre o tratamento a ser realizado, o ambiente em que vai permanecer durante seu internamento, o que ele irá comer, quando e como irá dormir.

Objetivo: Analisar o processo de humanização hospitalar em termos físicos, estruturais e no que se refere a equipe multiprofissional, fazendo uma reflexão sobre o “Ser” biopsicossocial dentro deste contexto.
Objetivos Específicos:
- Analisar o contexto hospitalar, delimitando a qualificação e a capacitação dos profissionais, que se propõe a atuar junto a um programa de humanização;
- Nortear os aspectos existentes na atuação multiprofissional, a fim de se detectar as abordagens que contribuirão para um processo de humanização;
- Ponderar as estratégias traçadas pela instituição hospitalar em prol do processo de humanização;
- Demonstrar a contribuição de um ambiente humanizado para o processo de recuperação do indivíduo.

Humanização
 O movimento de humanização nos hospitais não somente está voltado para o processo de educação e treinamento dos profissionais de saúde, mas também para intervenções estruturais que façam a experiência da hospitalização ser mais confortável para o paciente. Hoje, devido à humanização nos hospitais realizada por profissionais, pacientes e familiares, estes últimos encontram no centro hospitalar um lugar que ameniza o sofrimento e diminui a tensão vivida por eles, durante o processo de tratamento. Com a proposta de melhorar a qualidade do atendimento, muitos hospitais vêm aderindo ao trabalho voluntário para minimizar os efeitos que as doenças provocam nos pacientes. O trabalho voluntário em hospitais é um dos fatores fundamentais para a humanização do atendimento. Ele dá suporte emocional aos pacientes, além de ser facilitador do trabalho dos departamentos clínicos e administrativos dos hospitais.

 HIPÓTESE
       A falta de tempo para executar os afazeres práxicos no ambiente hospitalar interfere na execução do programa de humanização. O programa de humanização hospitalar auxilia no processo de recuperação do indivíduo. Uma instituição com programas que modificam o ambiente do contexto hospitalar torna a hospitalização menos impactante para o paciente.

Considerações Finais
      A presente pesquisa associada aos demais estudos relacionados á humanização em contextos hospitalares, poderão levar a reflexão do quanto é importante analisar o sujeito como um “Ser” biopsicosocial dentro de uma abordagem mais humanizada, considerando-o como um todo e não somente voltar o olhar sobre a doença, levando desta forma suavizar o impacto causado pela hospitalização.

 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 

 
BACKES, D.S.; LUNARDI, V.L. LUNARDI FILHO, W.D.A humanização hospitalar como expressão da ética.Revista Latino-Americana de Enfermagem. v. 14. n. 1. Ribeirão Preto, jan./fev. 2006.
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DESLANDES, S. F. Análise do discurso oficial sobre a humanização da assistência hospitalar. Ciência & Saúde Coletiva. v. 9. n. 1. Rio de Janeiro,  2004
VILA, V. da S. C.; ROSSI, L. A. O SIGNIFICADO CULTURAL DO CUIDADO HUMANIZADO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: "MUITO FALADO E POUCO VIVIDO". Rev. Latino-Am. Enfermagem. v.10 n. 2. Ribeirão Preto, mar./abr.,  2002
WILLARD&SPACKMAN. Terapia ocupacional. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan, 2002. 

Texto de : Débora Castro Magalhães e  Adalberto Romualdo Pereira
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