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   Hoje iremos relatar um pouco sobre um caso real de uma doença. Não podemos expor o paciente por questões éticas, então decidimos usar um nome fictício. Todos os dados aqui contidos são para estudos.
     F.S(nome fictício), 35 anos de idade, vem de uma família humilde com três irmãos e pais separados e conta com um filho. Por seus pais possuírem um relacionamento bastante conturbado não teve uma infância nada fácil, devido a isso tudo sua doença foi diagnosticada tardiamente.
     Quando mais jovem foi internada em um hospital na região centro-oeste com o diagnostico de lúpus, uma doença em que seu sistema imunológico ataca e destrói alguns tecidos saudáveis do seu corpo, para sua infelicidade ela predispõe da forma mais agressiva da doença ocasionando em diversos problemas em seus órgãos motivo pelo qual levou ao transplante de rins.
     Existe tratamento mas não há cura definitiva para o lúpus, o principal objetivo do tratamento é controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida da pessoa com a doença. Assim foi preciso o transplante de rins para continuar com uma qualidade melhor de saúde. Porém mesmo com essa tentativa de melhorar proporciona outro problema, a rejeição dos medicamentos ocasionando uma infecção intestinal e uma anemia, que já estava sendo tratada.
     Em suas palavras, essa doença mudou sim sua vida, mas não somente em um aspecto de saúde, mas na de crescimento de si como pessoa. Jamais  se deixa abater pelo que a doença te causa, mas luta todos os dias para vencer cada batalha que trava com seus sintomas. Sua doença a levou a fazer a quimioterapia gerando sua perca de cabelo, perca de seus dentes enfim as mudanças de sua aparência.
     Por sua família ser bastante humilde eles não conseguem estar com ela no hospital, assim optou por não ter acompanhante. Percebe-se que ela precisa de um contato amigo, alguém para conversar para desabafar. Percebemos uma fragilidade de se expressar com alguém. Uma forma de intervenção seria estimular essa sua fragilidade de contato com outros pacientes que obtêm da mesma necessidade.

 
A inserção da psicologia nos campos de atuação hospitalar ainda se compreende de forma recente e sua participação em um sistema interdisciplinar junto à equipe de profissionais da saúde é uma realidade pouco presente. Em se tratando de psicologia hospitalar no Brasil, o que se nota é que por estes profissionais não terem modelos para atuação nesse campo, uma boa parte deles passaram a reproduzir suas praticas de consultório psicológico na sua atividade no hospital. Sendo assim, percebeu-se que o uso da pratica clinica não correspondia aos interesses voltados ao paciente, família e equipe médica. Desta maneira, foi preciso ressignificar o papel do psicólogo no manejo de suas funções, para que assim possa se adequar ao contexto hospitalar buscando maior eficiência nos resultados (GORAYEB, 2001). 
Um fator importante ao diferenciar a atuação da pratica clinica e hospitalar de um psicólogo, é que o paciente não procura espontaneamente o profissional. Este por sua vez é quem se dirige até o paciente para oferecer o serviço de psicologia. A criação deste espaço proporciona ao paciente: acolhimento, apoio, esclarecimentos e informações à medida que surgem dúvidas, dentre outras possibilidades que proporcionam ao paciente fazer a travessia desse processo de adoecimento independentemente da fase em que se encontra, seja no diagnóstico, tratamento, cura ou terminalidade. Contudo, o psicólogo inserido no ambiente hospitalar tem um papel crucial para a harmonia da equipe e para a saúde do paciente visando sua totalidade,  de forma geral, o trabalho do psicólogo no hospital consiste inicialmente na procura do paciente realizando o primeiro contato. A empatia, a escuta acolhedora na comunicação verbal e não verbal, o contato discreto, e cuidadosamente não invasivo possibilita ao psicólogo conhecer a história de vida do paciente e também os motivos que o levaram a estar ali, ou seja, a história do adoecimento. Deve-se nesse primeiro encontro com o paciente clarificar sobre o contrato, onde nesse é definido os dias de atendimento, o trabalho a ser realizado, não esquecendo de que por se tratar de um ambiente bastante dinâmico, os atendimentos devem ter inicio meio e fim a cada sessão. Após criar-se um vínculo com o paciente, a atuação mais específica ao psicólogo é lidar nas sessões com os sentimentos, medos, desejos, emoções que despertam nesse paciente devido à situação de adoecimento somando a vivência em um ambiente diferente do que era acostumado. A doença e a hospitalização interferem de maneira negativa ao paciente, que muitas vezes perdem sua autonomia e independência. Sendo assim, diversas reações psicológicas podem estar presentes nesse momento como: ansiedade, medo, insegurança, depressão, estresse, entre outras; solucionáveis mediante ação do psicólogo.
Segundo Pessini e Bertachini (2004), citados por Mota et al. (2006):
A contribuição da Psicologia no contexto da saúde, notadamente no âmbito hospitalar, foi de extrema importância nestes últimos anos para resgatar o ser humano para além de sua dimensão físico-biológica e situá-lo num contexto maior de sentido e significado nas suas dimensões psíquica, social e espiritual.Dessa forma, o profissional da psicologia considera o paciente como único em suas condições pessoais, caracterizado por uma bagagem de vivencias, com seus direitos humanos definidos e respeitados. Nessa perspectiva, pode-se notar que o psicólogo traz um olhar humanizado ao lidar com o paciente, procurando compreender assim os significados atribuídos pelo mesmo sobre sua historia, adoecimento, e trabalhar temas opostos como vida e morte, apego e desapego, aceitação e resignação, amor e ódio, alívio e dor, etc. A atuação do psicólogo não se prende apenas a observação, empatia e escuta com o paciente. Deve-se desenvolver um protocolo de avaliação do paciente para que nesta guia, seja realizado o exame psíquico do paciente e as intervenções realizadas em cada dia de atendimento, assim como especificar o serviço de psicologia e a evolução do paciente para que outros profissionais da saúde possam entrar em contato com esses dados e assim, possibilitar maior eficiência aos cuidados necessários dos pacientes.A família também participa do processo de adoecimento do paciente, onde estes entes próximos sofrem com a conclusão de um diagnostico clínico grave. Concomitantemente, o ambiente hospitalar também pode causar reações psicológicas nos familiares como ansiedade, medo de perder o ente querido, insegurança, sentimento de impotência perante a evolução do quadro clinico e até vivenciar a morte do paciente no hospital. 
A família, assim como o paciente, vivencia uma gama de sentimentos, especialmente a angústia, a ansiedade e a culpa. A presença ou ausência de culpa determina a qualidade da relação com o doente e com a equipe. Maneiras hostis, superccuidadosas, pouco consistentes no relacionamento serão evidenciadas nesta fase tão difícil e conflitante. A estrutura familiar desestabiliza com o adoecimento de um membro e até que a reorganização de papéis seja plena, leva tempo. Contudo, o psicólogo também tem a função de atuar com a família no oferecimento de intervenções além do acolhimento e suporte psicológico frente ao processo de adoecimento de um ente querido (KNOBEL, 2008; VENÂNCIO, 2004; CARVALHO, 2002).

O fazer do psicólogo pode ser ampliado à atenção junto à equipe de profissionais da saúde envolvidos no hospital. O que se percebe é que todos os dias esses profissionais vivenciam casos de morte no hospital. Esse fator pode contribuir no impacto emocional gerando adoecimento psíquico, sobrecarga emocional e até a necessidade de uma intervenção específica para minimização das conseqüências. Portanto, é importante que estes profissionais estejam preparados para a demanda hospitalar onde a psicologia pode contribuir através de constantes intervenções com a equipe, onde o profissional de psicologia nesse caso pode atuar com a promoção de formas de enfrentamento mais adequadas, seja no cuidado diário ao paciente e suas famílias até situação de maior gravidade (KNOBEL, 2008).





A obesidade é o acúmulo de gordura no corpo causado quase sempre por um consumo excessivo de calorias na alimentação, superior ao valor usado pelo organismo para sua manutenção e realização das atividades do dia a dia. Ou seja: a obesidade acontece quando a ingestão alimentar é maior que o gasto energético correspondente. O diagnostico e feito quando a obesidade é determinada pelo Índice de Massa Corporal (IMC) que é calculado dividindo-se o peso (em kg) pelo quadrado da altura (em metros). O resultado revela se o peso está dentro da faixa ideal, abaixo ou acima do desejado – revelando sobrepeso ou obesidade. Os medicamentos: A utilização de medicamentos contribui de forma modesta e temporária no caso da obesidade, e nunca devem ser usados como única forma de tratamento. Boa parte das substâncias usadas atuam no cérebro e podem provocar reações adversas graves, como: nervosismo, insônia, aumento da pressão sanguínea, batimentos cardíacos acelerados, boca seca e intestino preso. Um dos riscos mais preocupantes dos remédios para obesidade é o de se tornar dependente. Por isso, o tratamento medicamentoso da obesidade deve ser acompanhado com rigor e restrito a alguns tipos de pacientes. Cirurgia bariátrica : Pessoas com obesidade mórbida e comorbidades, como diabetes e hipertensão, podem optar por fazer a cirurgia de redução de estômago para controlar o peso e sair da obesidade. Existem quatro técnicas diferentes de cirurgia bariátrica para obesidades reconhecidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM): Banda Gástrica Ajustável, Gastrectomia Vertical, Bypass Gástrico e Derivação Bileopancreática. A escolha da cirurgia dependerá do quadro do paciente, do grau de obesidade e das doenças relacionadas.

10 Coisas importantes que você precisa saber sobre a Obesidade
  1. obesidade é caracterizada pelo acúmulo de gordura corporal e pode acarretar graves problemas de saúde e levar até à morte. O Brasil tem cerca de 18 milhões de pessoas consideradas obesas. Somando o total de indivíduos acima do peso, o montante chega a 70 milhões, o dobro de há três décadas.

  2. Em muitos casos, a obesidade é diagnosticada através do cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC). Ele é feito da seguinte forma: divide-se o peso (em Kg) do paciente pela sua altura (em metros) elevada ao quadrado. De acordo com o padrão utilizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), quando o resultado fica entre 18,5 e 24,9, o peso é considerado normal. Entre 25,0 e 29,9, sobrepeso, e acima deste valor, a pessoa é considerada obesa.

  3. Existem três tipos de definições quando uma pessoa está acima do peso. O sobrepeso é quando há mais gordura no corpo do que o ideal para uma vida saudável. A obesidade se dá quando o acúmulo de gordura é muito acima do normal, podendo gerar até problemas graves de saúde. A obesidade mórbida é quando o valor do IMC ultrapassa 40. Nesse caso, o tratamento inicial além das mudanças de estilo de vida sempre inclui medicamentos e até cirurgia bariátrica pode ser recomendada.

  4. A obesidade é fator de risco para uma série de doenças. O obeso tem mais propensão a desenvolver problemas como hipertensãodoenças cardiovascularesdiabetes tipo 2, além de problemas físicos como artrosepedra na vesículaartritecansaçorefluxo esofágicotumores de intestino e de vesícula.

  5. A obesidade pode, também, mexer com fatores psicológicos, acarretando diminuição da autoestima e depressão.

  6. São muitas as causas da obesidade. O excesso de peso pode estar ligado ao patrimônio genético da pessoa, a maus hábitos alimentares ou, por exemplo, a disfunções endócrinas. Por isso, na hora de pensar em emagrecer, procure um especialista.

  7. Para o tratamento da obesidade, médicos podem usar fatores de risco e outras doenças para terem a noção da gravidade da situação do paciente. Por exemplo, apnéia do sono, diabetes mellitus tipo 2 e arteriosclerose são doenças que indicam a necessidade urgente de tratamento clínico da obesidade.

  8. A Lei 11.721/2008 determina que o 11 de outubro é Dia Nacional de Prevenção da Obesidade. A data havia sido criada, há cerca de dez anos, pela Federação Latino-Americana de Obesidade, porém reconhecida, em 1999, pelo Governo Federal e instituída no Brasil, na época, com o nome de Dia Nacional de Combate à Obesidade.

  9. A prevenção contra a obesidade passa pela conscientização da importância da atividade física e da alimentação adequada. O estilo de vida sedentário, as refeições com poucos vegetais e frutas, além do excesso de alimentos ricos em gordura e açúcar precipitam o aumento do número pessoas obesas, em todas as faixas etárias, inclusive crianças.

  10. Está comprovado que relacionamentos sociais e romances são menos frequentes entre obesos, já que eles saem menos de casa devido a diminuição da autoestima. Agora, uma vez existindo o relacionamento, a obesidade pode interferir no relacionamento sexual. Ela está relacionada à redução da testosterona, o que pode levar a redução de libido e a problemas de ereção nos homens. Já nas mulheres, existe uma redução dos níveis de hormônio feminino e aumento no nível dos masculinizantes. As mulheres têm aumento de pêlos, irregularidade menstrual e redução da fertilidade. As chances de todos esses problemas se resolverem, com uma perda de peso na ordem de 10%, são bem grandes.

Referências Bibliográficas  : http://www.minhavida.com.br/saude/temas/obesidade
                  http://www.endocrino.org.br/10-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-obesidade/





INCLUSÃO DE AUTISTAS 
Introdução 
Para melhor compreender o autismo, é preciso entender os determinantes genéticos e ambientais, seu desenvolvimento, as ideias recebidas que continuam a circundá-lo, como reconhecer suas múltiplas facetas e as melhores estratégias de avaliação e de intervenção que podem ser implantadas. 
  • O que é o autismo? 
O autismo, também chamado de Transtorno do Espectro Autista, é um Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD) que tem influência genética e é causado por defeitos em partes do cérebro, como o cerebelo, por exemplo. 
Caracteriza-se por dificuldades significativas na comunicação e na interação social, além de alterações de comportamento, expressas principalmente na repetição de movimentos, como balançar o corpo, rodar uma caneta, apegar-se a objetos ou enfileirá-los de maneira estereotipada. Todas essas alterações costumam aparecer antes mesmo dos 3 anos de idade, em sua maioria, em crianças do sexo masculino. As crianças pequenas autistas diferem de seus pares nos seguintes aspectos: 
  • Interações sociais: são menos propensas a tomar iniciativa e responder às interações sociais, têm um contato visual limitado e incoerente, apresentam falta de compartilhamento de emoção e de imitação, não respondem quando são chamadas por seu nome. 
  • Comunicação: são menos propensas a utilizar gestos de comunicação e têm dificuldade em repartir atenção. 
  • Comportamento sensorial e motor: formas insólitas de olhar ou brincar com os objetos, interesse intenso e pouco usual por alguns objetos ou partes de objetos, ou ainda sensibilidades ou preferências sensoriais não usuais. 
Outras manifestações, como atrasos no desenvolvimento, também são frequentes, mas elas podem se referir igualmente a riscos ligados a outros distúrbios do desenvolvimento.  Os pais e intervenientes deveriam estar bem informados sobre os primeiros sinais do autismo, para que as crianças possam ser tratadas mais cedo e, dessa forma, ter uma evolução mais positiva. 
  • Diagnóstico 
O diagnóstico do autismo é clínico e feito através de observação direta do comportamento e de uma entrevista com os pais ou responsáveis. Os sintomas costumam estar presentes antes dos 3 anos de idade, sendo possível se fazer o diagnóstico por volta dos 18 meses de idade. Ainda não há marcadores biológicos e exames específicos para autismo, mas alguns exames, tais como cariótipo ( com pesquisa de X frágil, EEG, RNM e erros inatos do metabolismo), teste do pezinho, sorologias para sífilis, rubéola e toxoplasmose, audiometria e testes neuropsicológicos são necessários para investigar causas e outras doenças associadas. 
  • Inclusão de autistas, um direito que agora é lei 
Lei estabelece que autistas têm os mesmos direitos de pessoas com outras deficiências. A Lei nº 12.764,  institui a "Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista". Sancionada em dezembro do ano passado pela presidente Dilma Rousseff, a medida faz com que os autistas passem a ser considerados oficialmente pessoas com deficiência, tendo direito a todas as políticas de inclusão do país entre elas. Pode parecer estranho criar uma lei voltada especificamente ao autismo, sabendo que já existem no Brasil diretrizes gerais para a inclusão. A medida, no entanto, faz sentido. Segundo a deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), relatora do substitutivo do projeto que foi aprovado pela Câmara, "por não haver um texto específico que dissesse que os autistas são deficientes, muitos deles não podiam usufruir dos benefícios que já existem na legislação brasileira". 
Falando especificamente de Educação, a lei é vista por especialistas como mais um reforço na luta pela inclusão. O texto estabelece que o autista tem direito de estudar em escolas regulares, tanto na Educação Básica quanto no Ensino Profissionalizante, e, se preciso, pode solicitar um acompanhante especializado. Ficam definidas, também, sanções aos gestores que negarem a matrícula a estudantes com deficiência. A punição será de três a 20 salários mínimos e, em caso de reincidência, levará à perda do cargo. "Recusar a matrícula já é algo proibido por lei, a medida reforça isso e estabelece a punição",(MARA).  As definições, é claro, têm gerado muita discussão. Entre os argumentos de quem é contra a inclusão de autistas, aparecem sempre o receio com relação à adaptação deles e a preocupação em não forçá-los a conviver com outros alunos. O próprio texto da lei trazia uma observação relativa a isso, que foi vetada pela presidente Dilma. O parágrafo deixado de lado dizia que "ficam ressalvados os casos em que, comprovadamente (...), o serviço educacional fora da rede regular de ensino for mais benéfico ao aluno com transtorno do espectro autista". 
Para que a inclusão ocorra, portanto, é preciso mais do que a aprovação de uma lei. Deve-se rever as políticas públicas atuais de modo a garantir aos educadores os conhecimentos, o tempo e a formação necessária para que os alunos não só sejam matriculados, mas também tenham garantido seu direito de aprender. 
  • O Autista no Contexto Escolar 
Proporcionar às crianças com autismo oportunidades de conviver com outras da mesma faixa etária possibilita o estímulo às suas capacidades interativas, impedindo o isolamento contínuo. Além disso, as habilidades sociais são passíveis de serem adquiridas pelas trocas que acontecem no processo de aprendizagem social. Entretanto, esse processo requer respeito às singularidades de cada criança. As crianças com desenvolvimento típico fornecem, entre outros aspectos, modelos de interação para as crianças com autismo, ainda que a compreensão social destas últimas seja difícil (CAMARGO, 2009). 
A convivência compartilhada da criança com autismo na escola, a partir da sua inclusão no ensino comum, torna possível os contatos sociais e favorece não só o seu desenvolvimento, mas o das outras crianças, na medida em que estas últimas convivam e aprendam com as diferenças.  No entanto, conforme Silva (2009 apud Baptista, 2002) a possibilidade de inclusão de crianças deficientes lamentavelmente ainda está associada àquelas que não implicam uma forte reestruturação e adaptação da escola. Nesse sentido, crianças com prejuízos e déficits cognitivos acentuados, como psicóticos e autistas, não são consideradas em suas habilidades educativas. 
Silva (2009) aponta a necessidade de orientação aos professores, pois é a falta de conhecimento a respeito dos transtornos autísticos que os impede de identificar corretamente as necessidades de seus alunos com autismo. Na medida em que o sujeito é visto somente sob o ângulo de suas limitações, a crença na sua educabilidade e possibilidades de desenvolvimento estará associada à impossibilidade de permanência deste sujeito em espaços como o ensino comum. Goldberg (2005) realizou uma pesquisa sobre as expectativas dos professores frente à possibilidade de inclusão de alunos com autismo em suas classes e demonstrou como resultado que os professores manifestaram uma tendência a centralizar suas preocupações em fatores pessoais como, por exemplo, medo e ansiedade frente à sintomatologia mais do que à criança em si. O interessante é que entre os principais temores estava à dúvida em como lidar com a agressividade dos alunos, muitos educadores resistem ao trabalho com crianças autistas devido a temores em não saber lidar com a agressividade delas, aliás, um aspecto que não é necessariamente característico desta condição. 
Os resultados dos estudos sobre autismo demonstram que os professores apresentam ideias distorcidas a respeito do mesmo, principalmente quanto à incapacidade de comunicação. As dificuldades dos professores, de um modo geral, se apresentaram na forma de ansiedade e conflito ao lidar com o “diferente”.  Por exemplo, no estudo de Goldberg (2005) houve a tendência de o professor adotar estratégias que, de certa forma, inibem a expressão dos “sintomas autistas”, como, “manter o aluno ocupado”. Tal estratégia era utilizada mais como uma tentativa de “dominar” a própria ansiedade do que como uma prática pedagógica, calcada nas necessidades do aluno. Ideias preconcebidas e caricaturizadas sobre o autismo, influenciam as expectativas do professor sobre o desempenho de seus alunos, afetando a eficácia de suas ações. 
Aguiar (et al, 2012) examinaram o relacionamento entre professores de escola comum e doze alunos com autismo de segunda e terceira séries e observaram que, nos casos em que os professores percebiam mais positivamente seu relacionamento com os alunos com autismo, o índice de problemas de comportamento dessas crianças foi menor, e elas foram mais socialmente incluídas na sala de aula. Nesse sentido, a atuação junto ao professor é fundamental para que a inclusão escolar aconteça de forma satisfatória. 
Souza (et al, 2004) em seu trabalho sobre autismo, aborda a questão da criança autista e o período em que a mesma se encontra em idade escolar. Destaca que é improvável que haja um atendimento especializado disponível em cada jurisdição escolar para atender as necessidades das crianças autistas e que nem sempre o atendimento especializado é a opção preferida; crianças que são levemente autistas ou que são intelectualmente capazes podem ter mais a ganhar em um estabelecimento integrado, desde que suas necessidades especiais sejam reconhecidas e acomodadas. Mesmo as crianças menos capazes podem beneficiar-se, ficando junto de crianças sociáveis, com outras dificuldades de aprendizado, desde que, uma vez mais, métodos bem elaborados e explícitos de ensino as habilitem a obter benefícios. 
Segundo Souza (et al, 2004) muitas crianças autistas com severas dificuldades de aprendizado estão em estabelecimentos em que suas necessidades não  são reconhecidas e onde elas causam consideráveis problemas de manejo ao professor e à sala. Nestes casos, a melhor solução é o encaminhamento para um atendimento especializado. 
Quando não há ambiente apropriado e condições adequadas à inclusão, a possibilidade de ganhos no desenvolvimento cede lugar ao prejuízo para todas as crianças. Isso aponta para a necessidade de reestruturação geral do sistema social e escolar para que a inclusão se efetive. Diante de uma inclusão adequada, mesmo que uma criança apresente deficiências cognitivas importantes e apresente dificuldades em relação aos conteúdos do currículo da educação comum, como pode ser o caso do autismo, ela pode beneficiar-se das experiências sociais. O aprendizado de coisas simples do dia-a-dia, como, conhecer-se e estabelecer relações podem torná-las mais autônomas e independentes, podendo conquistar seu lugar na família, na escola e na sociedade. 




Referências Bibliográficas 
http://www.enciclopedia-crianca.com/autismo/introducao  
acessado em 26/04/2016 às 09:56 h 
http://revistaescola.abril.com.br/formacao/na-duvida-autismo-624077.shtml  
acessado em 27/04/2016 às 10:12 h 
https://psicologado.com/atuacao/psicologia-escolar/o-autista-no-contexto-escolar 
acessado em 27/04/2016 às 10:12 h 
http://www.ceap.br/artigos/ART16062010111427.pdf 
acessado em 27/04/2016 às 10:15 h 

O termo "humanização" tem sido empregado constantemente no âmbito da saúde. É á base de um amplo conjunto de iniciativas, designando a forma de assistência que valoriza a qualidade do cuidado do ponto de vista técnico, associada ao reconhecimento dos direitos do paciente, de sua subjetividade e cultura, além do reconhecimento do profissional, tal conceito pretende-se norteador de uma nova práxis na produção do cuidado em saúde. O processo de hospitalização é de grande sofrimento e angústia tanto para o paciente, quanto para a família. Quando o paciente é submetido á internação depara-se com o fato de que seu corpo está em déficit, de que suas possibilidades estão diminuídas, e consequentemente, de que sua vida, está fugindo do controle, o que faz com que ele fique dominado pelo medo e pelos sentimentos de incapacidade e de tristeza.

Para Pessini (2002) é possível e adequado para a humanização se constituir, sobretudo, na presença solidária do profissional, refletida na compreensão e no olhar sensível, aquele olhar de cuidado que desperta no ser humano sentimento de confiança e solidariedade. Uma das características da humanização hospitalar é a autonomia do paciente, de maneira que ele possa participar das decisões sobre o tratamento a ser realizado, o ambiente em que vai permanecer durante seu internamento, o que ele irá comer, quando e como irá dormir.

Objetivo: Analisar o processo de humanização hospitalar em termos físicos, estruturais e no que se refere a equipe multiprofissional, fazendo uma reflexão sobre o “Ser” biopsicossocial dentro deste contexto.
Objetivos Específicos:
- Analisar o contexto hospitalar, delimitando a qualificação e a capacitação dos profissionais, que se propõe a atuar junto a um programa de humanização;
- Nortear os aspectos existentes na atuação multiprofissional, a fim de se detectar as abordagens que contribuirão para um processo de humanização;
- Ponderar as estratégias traçadas pela instituição hospitalar em prol do processo de humanização;
- Demonstrar a contribuição de um ambiente humanizado para o processo de recuperação do indivíduo.

Humanização
 O movimento de humanização nos hospitais não somente está voltado para o processo de educação e treinamento dos profissionais de saúde, mas também para intervenções estruturais que façam a experiência da hospitalização ser mais confortável para o paciente. Hoje, devido à humanização nos hospitais realizada por profissionais, pacientes e familiares, estes últimos encontram no centro hospitalar um lugar que ameniza o sofrimento e diminui a tensão vivida por eles, durante o processo de tratamento. Com a proposta de melhorar a qualidade do atendimento, muitos hospitais vêm aderindo ao trabalho voluntário para minimizar os efeitos que as doenças provocam nos pacientes. O trabalho voluntário em hospitais é um dos fatores fundamentais para a humanização do atendimento. Ele dá suporte emocional aos pacientes, além de ser facilitador do trabalho dos departamentos clínicos e administrativos dos hospitais.

 HIPÓTESE
       A falta de tempo para executar os afazeres práxicos no ambiente hospitalar interfere na execução do programa de humanização. O programa de humanização hospitalar auxilia no processo de recuperação do indivíduo. Uma instituição com programas que modificam o ambiente do contexto hospitalar torna a hospitalização menos impactante para o paciente.

Considerações Finais
      A presente pesquisa associada aos demais estudos relacionados á humanização em contextos hospitalares, poderão levar a reflexão do quanto é importante analisar o sujeito como um “Ser” biopsicosocial dentro de uma abordagem mais humanizada, considerando-o como um todo e não somente voltar o olhar sobre a doença, levando desta forma suavizar o impacto causado pela hospitalização.

 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 

 
BACKES, D.S.; LUNARDI, V.L. LUNARDI FILHO, W.D.A humanização hospitalar como expressão da ética.Revista Latino-Americana de Enfermagem. v. 14. n. 1. Ribeirão Preto, jan./fev. 2006.
De Carlo, M. M. R. do P. de; LUZO, M.C. de M.Terapia Ocupacional: Reabilitação Física e contextos hospitalares. São Paulo: Roca, 2004.
De Carlo, M. M. R. do P. de; Queiroz M. E. G. de.Dor e Cuidados Paliativos- Terapia Ocupacionale Interdisciplinariedade. São Paulo: Roca 2004.
DESLANDES, S. F. Análise do discurso oficial sobre a humanização da assistência hospitalar. Ciência & Saúde Coletiva. v. 9. n. 1. Rio de Janeiro,  2004
VILA, V. da S. C.; ROSSI, L. A. O SIGNIFICADO CULTURAL DO CUIDADO HUMANIZADO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: "MUITO FALADO E POUCO VIVIDO". Rev. Latino-Am. Enfermagem. v.10 n. 2. Ribeirão Preto, mar./abr.,  2002
WILLARD&SPACKMAN. Terapia ocupacional. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan, 2002. 

Texto de : Débora Castro Magalhães e  Adalberto Romualdo Pereira